Quanto custa não ter dados confiáveis na mineração: riscos operacionais que passam despercebidos

A complexidade da mineração moderna exige que diferentes equipes, sistemas e fontes de informação operem em sincronia.

08/07/2026

Em 2022, um estudo da IDC Energy Insights expôs um problema latente no setor mineral: apenas 33,9% das mineradoras se classificam como organizações orientadas a dados em nível gerenciado ou otimizado. A maioria, portanto, ainda opera sem maturidade de dados real. 

Enquanto a mineração moderna se torna cada vez mais dependente de tecnologia para definir os rumos da produtividade, ferramentas isoladas, equipes trabalhando com fontes distintas e dados dispersos em múltiplos sistemas seguem sendo uma realidade persistente no setor. 

No entendimento de Thaís Matos, geóloga e especialista em banco de dados da Datamine Brasil, empresas que não centralizam as informações em um banco de dados bem estruturado sofrem com essa fragmentação. 

“Em muitas operações, é comum encontrar tabelas paralelas de uma mesma informação. Com isso, caso um dado seja modificado ou atualizado, essa mudança dificilmente vai ser realizada em todos os bancos. Assim, as informações começam a ficar divergentes e perde-se o controle de qual é a correta, qual é a mais atualizada. O banco perde a confiabilidade e a rastreabilidade da informação, e o erro só vai propagando para as próximas etapas do processo,” destacou a profissional. 

O resultado são gargalos que comprometem a eficiência operacional em toda a cadeia: da extração ao balanço financeiro. 

O problema de dados pouco confiáveis 

A complexidade da mineração moderna exige que diferentes equipes, sistemas e fontes de informação operem em sincronia. Na prática, porém, o que acontece frequentemente é o oposto. A falta de dados confiáveis compromete a produtividade em diversas etapas da mineração, gerando: 

  • Dados fragmentados e inconsistentes: informações dispersas em diferentes sistemas e ambientes geram demora na consolidação, risco de perda e inconsistência que se propagam por toda a operação. 
  • Dependência de processos manuais: planilhas e transferências desconectadas entre áreas consomem tempo e criam brechas para falhas que comprometem a continuidade operacional. 
  • Retrabalho: profissionais dedicam tempo precioso à revisão e correção de dados, em vez de focar em análises e decisões que geram valor real para a operação. 
  • Conflitos entre equipes: sem uma fonte única de verdade, diferentes áreas trabalham com versões distintas dos dados, gerando divergências e dificultando o alinhamento operacional. 
  • Decisões tomadas com informação incompleta: quando as ferramentas operam de forma isolada, as equipes enfrentam sobrecarga e incertezas sobre a viabilidade prática dos planos, tomando decisões com base em informações parciais ou conflitantes. 
  • Dificuldade de rastrear perdas: sem visibilidade integrada da cadeia mineral, identificar onde os problemas estão ocorrendo se torna um desafio constante, e, muitas vezes, as perdas só aparecem quando já é tarde para agir. 

Em diagnósticos realizados em operações brasileiras, Thaís já teve a oportunidade de identificar como esses problemas se manifestam: coordenadas duplicadas ou divergentes para um mesmo furo, valores de RQD, (Rock Quality Designation ou Designação de Qualidade da Rocha), e recuperação fora da realidade, gaps de informação, amostras vinculadas a furos incorretos e códigos que ninguém sabia o significado. O fluxo de trabalho, nesses casos, dependia de copiar e colar informações entre tabelas no Excel, um processo manual, lento e vulnerável a erros. 

Como esses erros se propagam pela operação 

Thaís Matos mostra na prática como a ausência de um banco centralizado promove dados pouco confiáveis e em uma operação. “Com diversos sistemas de registro de dados, uma mesma informação começa a ser escrita de várias formas diferentes. Por exemplo, um geólogo descreve um intervalo como ‘Granito’, outro como ‘Granito Rosa’, outro como ‘GR’. Todos querem dizer a mesma litologia, mas o código é diferente. A falta de padronização dificulta a análise da informação.”, pontua. 

Para a geóloga, uma operação que trabalha com dados poucos confiáveis poderá gerar um modelo geológico com interpretações equivocadas. Assim, a localização ou o teor do depósito pode ficar incoerente com relação à realidade. 

“Caso tenha um erro na geometria do minério, o desenho da cava poderá prejudicar a extração, perdendo minério e extraindo material estéril. Caso o modelo geológico indique um teor muito diferente do real, a planta de beneficiamento não receberá o material com as características previstas, precisando readequar os reagentes e ajustar o blend dos materiais. Um banco de dados confiável previne prejuízos futuros.”, afirma Thaís. 

Saiba como a Datamine transforma dados em confiança operacional 

Todos esses problemas possuem uma causa em comum: a ausência de integração. E é justamente aí que o portfólio da Datamine atua: os softwares da empresa não atuam como um conjunto de ferramentas isoladas, mas sim como um ecossistema conectado, onde os dados fluem com segurança, rastreabilidade e confiabilidade ao longo de todo o ciclo de vida da mina.  

Com soluções que cobrem desde a exploração até a reconciliação, a Datamine permite que mineradoras centralizem seus dados em uma única fonte da verdade, eliminando processos manuais, padronizando os fluxos de trabalho e garantindo que as decisões, em qualquer etapa da operação, sejam tomadas com base em informações consistentes e confiáveis.   

O Fusion, software de exploração mineral da Datamine, é um exemplo disso: como banco de dados central, ele consolida informações de diferentes frentes da operação em um único ambiente integrado, conectando equipes, eliminando silos e garantindo que todos trabalhem sempre com a mesma versão dos dados. 

Thaís relata a transformação observada após a implementação do Fusion em clientes que não possuíam um banco de dados estruturado. “Os códigos ficaram padronizados, tornando mais fácil a análise e a categorização da informação. O banco valida os dados e apresenta avisos quando alguma informação não obedece a regras definidas. Com a informação em um só lugar e com rastreabilidade, não há a necessidade de bancos paralelos.”, destaca. 

Com isso, a operação funciona com menos morosidade, menos conflito na apuração de dados e mais clareza para planejar, executar e corrigir rotas com agilidade. 

Seus dados podem trabalhar melhor pela sua operação 

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